Opiniões, visões, atitudes, discussões, implicâncias, manias, virtudes, defeitos, críticas e todas as outras interpretações da essência do Angelismo, a maneira de ser Angelo Baeta.
quinta-feira, 20 de junho de 2019
quinta-feira, 6 de junho de 2019
domingo, 2 de junho de 2019
Instantes
"Se eu pudesse viver novamente a minha vida, na próxima trataria de cometer mais erros.
Não tentaria ser tão perfeito, relaxaria mais.
Seria mais tolo ainda do que tenho sido, na verdade bem poucas coisas levaria a sério.
Seria menos higiênico.
Correria mais riscos, viajaria mais, contemplaria mais entardeceres, subiria mais montanhas, nadaria mais rios.
Iria a mais lugares onde nunca fui, tomaria mais sorvete e menos lentilha, teria mais problemas reais e menos problemas imaginários.
Eu fui uma dessas pessoas que viveu sensata e produtivamente cada minuto da sua vida: claro que tive momentos de alegrias.
Mas, se pudesse voltar a viver, trataria de ter somente bons momentos.
Porque, se não sabem, disso é feita a vida, só de momentos, não percas o agora.
Eu era um desses que nunca ia a parte alguma sem um termômetro, uma bolsa de água quente, um guarda-chuva e um paraquedas; se voltasse a viver, viajaria mais leve.
Se eu pudesse voltar a viver, começaria a andar descalço no começo da primavera e continuaria assim até o fim do outono.
Daria mais voltas na minha rua, contemplaria mais amanheceres e brincaria com mais crianças, se tivesse outra vez uma vida pela frente.
Mas, já viram, tenho 85 anos e sei que estou morrendo".
Esse texto foi escrito pelo escritor argentino Jorge Luiz Borges, que faleceu na Suíça em 1987. Encontrei esse texto no textos guardados por minha mãe e com três tópicos anotados à mão:
1. Não tenho 85 anos...
2. Não estou morrendo...
3. Posso mudar minha vida! O que fazer?
As anotações me mostraram muito do que minha mãe viveu em seus últimos anos. Ela só não sabia que estava morrendo.
Amanhã, dia 02/06/2019, completará 2 anos de sua Passagem, e suas reflexões ainda me ensinam a viver melhor. Ninguém sabe a hora da sua partida. Talvez até na própria hora ainda posso haver dúvidas.
Esses dois anos tem sido muito difíceis e dolorosos, sem minhas referências de vida. Mas tenho me esforçado para aprender com os ensinamentos que minha mãe querida me deixou. Acredito que compartilhando-os, quando possível, poderei deixar seu legado à mais pessoas.
Te amo minha mãezinha! Um dia nos encontramos e poderemos saber se pude viver como você gostaria de ter vivido.
Namastê!
segunda-feira, 20 de maio de 2019
domingo, 12 de maio de 2019
Aniversário do Buda Shakyamuni
No Budismo, hoje é um dia especial. Além de celebrarmos mundialmente o Dia das Mães, de acordo com a fase lunar, em 2019, hoje celebramos o Aniversário do Buda Shakyamuni. O dia em que ele se tornou Buda e se tornou um ser plenamente iluminado.
Este é um dia extremamente importante no calendário budista porque
nossas ações são 100 mil vezes mais poderosas do que em outros dias.
Mas, para isso precisamos entender quem foi Buda Shakyamuni...
O Buda histórico nasceu em 463 A.C. como Siddharta Gautama, um
príncipe em um pequeno reino tribal de Shakya, no sul do Nepal.
Tornando-se insatisfeito com a realeza, Siddharta renunciou à sua
vida como príncipe e tornou-se um asceta errante dedicado a encontrar a
resposta para o sofrimento.
Por seis anos Siddharta viveu uma vida de severa auto-negação e
disciplina. Ele esperava que essas práticas lhe proporcionassem o
insight que necessitava para encontrar as respostas que buscava. Após
seis anos, com seu corpo muito enfraquecido e próximo da morte, ele não
estava mais perto de seu objetivo do que quando iniciara. Ele percebeu
que a auto-negação era tanto de um obstáculo para alcançar o auto-despertar quanto a autoindulgência.
Recuperando a saúde, ele dirigiu-se para a base de uma figueira e lá
ficou sentado em profunda meditação. Removeu todas as distrações
de sua mente a acordou para a derradeira realidade. Tornou-se um
Buda ou um “Desperto”. A partir dali foi chamado Buda Shakyamuni: o
sábio do clã Shakya.
Por compaixão, ele se dispôs a partilhar sua visão. Pelos 42 anos
seguintes, Buda viajou através da Índia ensinando as pessoas de acordo
com a capacidade de compreensão delas.
Ele elevou gradualmente o nível de compreensão das pessoas a ponto de
estarem prontas para receber o ensinamento mais elevado, o Sutra de
Lótus. Buda ensinou o Sutra de Lótus nos últimos oito anos de sua vida.
Ele faleceu placidamente em um bosque de salas em 383 A.C.
quarta-feira, 1 de maio de 2019
Salve, Salve dona Dotye!!!!
Hoje é um dia histórico e especial para muitos, mas consegue ser mais emblemático e importante para mim. O dia 01 de maio sempre foi uma referência de celebração do aniversário da minha mãe. Ontem perdemos minha maior referência no samba, Beth Carvalho, e hoje minha mãe, minha maior referência na vida, completaria 77 anos, se conosco estivesse.
Ela não curtia a data, e se escondia de telefonemas e cumprimentos nesse dia. Mas eu, como bom implicante, sempre adorei ligar cedo ou acordá-la para dar os parabéns e ouvir suas broncas...kkk
Há dois longos anos de sua Passagem ao plano espiritual, o feriado de hoje será sempre mais longo e difícil, especialmente para mim e meu irmão.
Onde quer que esteja, mamãe, receba meu beijo, meu respeito, minha admiração e toda a minha saudade. Tenho me esforçado aqui para seguir seu legado de ética e amor, e tentado passar para seus netos. Olhe por nós e pelas pessoas que amamos.
Sua missão foi bem cumprida, mas poderia ser mais comprida. Como diz uma música antiga....você não me ensinou a te esquecer. Nem posso. Nem quero.
Te amo, mamãe!
Nelson Gonçalves
..."Naquela mesa ele sentava sempre
E me dizia sempre o que é viver melhor
Naquela mesa ele contava histórias
Que hoje na memória eu guardo e sei de cor
Naquela mesa ele juntava gente
E contava contente o que fez de manhã
E nos seus olhos era tanto brilho
Que mais que seu filho
Eu fiquei seu fã"...
E me dizia sempre o que é viver melhor
Naquela mesa ele contava histórias
Que hoje na memória eu guardo e sei de cor
Naquela mesa ele juntava gente
E contava contente o que fez de manhã
E nos seus olhos era tanto brilho
Que mais que seu filho
Eu fiquei seu fã"...
Nelson Gonçalves (trecho da música: Naquela mesa)
terça-feira, 30 de abril de 2019
Meu samba caiu...
Hoje às 17h33m cavacos, cuícas e pandeiros do nosso Brasil se calaram. Que dia triste. Cheguei em casa arrasado.
Perdemos a madrinha do samba carioca, a maior expressão da música popular brasileira do Rio de Janeiro. Partiu Beth Carvalho, segundo sua família, cercada de amor.
Aprendi a gostar de samba ouvindo sua voz e conhecendo sua atitude. Tive o privilégio de ter sido apresentado à ela ainda mais jovem, quando morava no Largo dos Leões, em Botafogo. Assim como pude assistir à muitos de seus shows e colecionar muitos de seus discos e CDs.
Beth Carvalho nasceu com atitude e samba nas veias e conseguiu, incentivada por seu pai, transformar a dor da época da ditadura no início de sua carreira que inspirou e contagiou tanta gente mundo afora. Sou apenas um de seus milhares de fãs que conseguiu entender que um bom samba é muito mais que um gênero musical. É uma filosofia, um protesto, um ato social, um jeito de ver a vida e uma forma de oração.
Um grande Salve à Beth Carvalho!
Que sua mensagem seja levada aos quatro cantos desse mundo e acalme nossos corações e mentes.
Toda solidariedade à sua filha Luana e família.
Descanse em paz, Madrinha do samba. Leve consigo nossas preces e olhe sempre pelo nosso samba.
Que as futuras gerações aprendam com sua história de vida e com as cores de seus acordes!
Namastê!!!!
sábado, 20 de abril de 2019
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