O mundo visto da janela
Quando abri meus olhos ao nascer
Por ela os primeiros raios de sol
Fizeram-me compreender
Que dela passavam pássaros e minha flor de girassol
Aos passos pioneiros que a vida proporciona
Esticava-me para que pudesse sobrepor
Minha vista por ela entreaberta
Encontrar lá fora o velho músico e sua sanfona
E sempre seja lá quem for
Na chuva sob ela estava coberta
Na fase de namoro também lá ela estava
Emoldurando encontros febris
Na troca de olhares por ela meu coração balançava
Para, por fim, meus suspiros saírem sutís
Hoje, em minha velhice à espera
Me lembro de forma saudosa
Todas as fases de minha vida
Me deliciando com apreço
Por essa janela singela
Vejo pessoas apressadas de maneira bondosa
A mesma maneira que agradeço
À minha velha janela
A vida passa por ela
Por ela permitimos a claridade
Por essa singela janela
Até o último sopro de idade
Natal, 01/05/2012
Angelo Baeta
Quando abri meus olhos ao nascer
Por ela os primeiros raios de sol
Fizeram-me compreender
Que dela passavam pássaros e minha flor de girassol
Aos passos pioneiros que a vida proporciona
Esticava-me para que pudesse sobrepor
Minha vista por ela entreaberta
Encontrar lá fora o velho músico e sua sanfona
E sempre seja lá quem for
Na chuva sob ela estava coberta
Na fase de namoro também lá ela estava
Emoldurando encontros febris
Na troca de olhares por ela meu coração balançava
Para, por fim, meus suspiros saírem sutís
Hoje, em minha velhice à espera
Me lembro de forma saudosa
Todas as fases de minha vida
Me deliciando com apreço
Por essa janela singela
Vejo pessoas apressadas de maneira bondosa
A mesma maneira que agradeço
À minha velha janela
A vida passa por ela
Por ela permitimos a claridade
Por essa singela janela
Até o último sopro de idade
Natal, 01/05/2012
Angelo Baeta
