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sábado, 9 de abril de 2011

Semana cheia

É, meus caros. Sabadão, cervejão e eu aqui...sozinhão e escrevendo minhas pitombas.
Mas beleza, tô meio ausente do blog, mas não o abandonei.
Nessa semana houve muitas coisas para se comentar. Fiquei quase a semana toda em Brasília (de segunda à quinta), participando de uma capacitação pela universidade corporativa do Sebrae.
Foi muito bom e pude rever grandes e novos amigos. José Luiz, meu guru, estava por lá, e tivemos a oportunidade de colocar o papo em dia. Tive o prazer de conhecer um pouco mais do Mestre Vamberto, camarada 100%. Conheci Juliana, meio pão de queijo e meio Peroá. Conheci e revi muitas pessoas. A vantagem dessas capacitações que envolvem todas as unidades da federação é que podemos trocar muitas ideias e aprender muito.
Infelizmente Brasília não teve só alegrias. Um indivíduo conseguiu espalhar o medo, a tristeza e o inconformismo em quase 100% dos brasileiros. Um jovem de 23 anos com sérios distúrbios mentais e traumas graves, desferiu sua imbecilidade contra a vida de crianças que estavam em sala de aula e desprotegidas em uma civilização que prima pela violência.
Não se falava em outra coisa.
Na quinta-feira foi celebrado com a Presidente Dilma a formalização de 1 milhão de empreendedores individuais em todo o país, mas nem o discurso da Presidente pode ser pleno e tampouco festivo. Nos corações de todos só havia mágoa pelo que esse jovem fez às outras crianças e a si próprio.
Até onde ou até quando viveremos sob armas? Porque elas não são proibidas? Porque as armas não são de uso restrito das forças armadas e por elas mesmo fabricadas? Porque temos empresas privadas produzindo armas? Porque? Porques? E mais porques....
São respostas que conhecemos e não concordamos.
Nos resta apenas nos incoformar e buscar soluções pacíficas para a violência diária.
Precisamos educar nossas crianças, dar acesso à cultura, ao respeito e à cidadania.
Mas acima de tudo precisamos reforçar a instituição da família. Se a família desse jovem estivesse mais presente, mesmo ele sendo adotado e órfão de pai e mãe, ele tem irmãos que poderiam dele cuidar.
Quantos tormentos não existiam na cabeça desse jovem para que chegasse a esse ponto?
Realengo está em luto. Luto compartilhado por todos os brasileiros. Minha Mocidade Independente de Padre Miguel está em luto. Justo Realengo, que foi imortalizado nas palavras de Jorge Benjor.
Salve Realengo!

Ivan Lins deixou sua ode aos nossos filhos que foi caprichosamente celebrada com a voz de Elis Regina. Acho que cabe nesse momento de dor e reflexão: