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terça-feira, 24 de novembro de 2015

Ao meu pai...

Hoje, se estivesse entre nós, meu pai completaria 71 anos de idade.
Quis o destino que sua passagem se fizesse muito cedo, aos seus 29 anos. Com ela veio uma grande batalha de minha mãe para criar dois filhos.
Temos muito de meu pai, eu e Claudio, mesmo sem ter tido o convívio como se deveria.
Meu irmão tinha dias de nascido e eu apenas um ano e meio.
Mas herdamos seus princípios e nos espelhamos nas histórias que ouvimos e das lembranças alheias de pessoas muito queridas.
Depois do contato espiritual que tive com ele no Chile, não caberia aqui relatar, o sinto sempre presente.
Nunca deixei de conversar com ele em minhas orações e sei que um dia nos encontraremos.
Ao meu pai Claudio Luiz Fiuza Baeta Neves deixo hoje meu abraço e meus votos que onde estiver continue nos iluminando e dando forças para que minha mãe continue conduzindo seu legado de ética e força.
Amém!


Não há como não pensar nessa música sem lembrar de tudo que poderíamos ter vivido. Te amo!


PAI
Fábio Jr.

Pai, pode ser que daqui a algum tempo
Haja tempo para gente ser mais
Muito mais que dois grandes amigos
Pai e filho talvez

Pai, pode ser que daí você sinta
Qualquer coisa entre esses vinte ou trinta
Longos anos em busca de paz

Pai, pode crer, eu tô bem eu vou indo
Estou tentando vivendo e pedindo
Com loucura para você renascer

Pai, eu não faço questão de ser tudo
Só não quero e não vou ficar mudo
Para falar de amor para você

Pai, senta aqui que o jantar está na mesa
Fala um pouco tua voz está tão presa
Nos ensina esse jogo da vida
Onde a vida só paga para ver

Pai, me perdoa essa insegurança
É que eu não sou mais aquela criança
Que um dia morrendo de medo
Nos teus braços você fez segredo
Nos teus passos você foi mais eu

Pai, eu cresci e não houve outro jeito
Quero só recostar no teu peito
Para pedir pra você ir lá em casa
E brincar de vovô com meu filho
No tapete da sala de estar

Pai, você foi meu herói, meu bandido
Hoje é mais muito mais que um amigo
Nem você nem ninguém tá sozinho
Você faz parte desse caminho
Que hoje eu sigo em paz

terça-feira, 11 de fevereiro de 2014

Todo filho é pai da morte de seu pai!

Esse é um texto atribuído à Fabrício Carpinejar. Independente da autoria é um texto que nos traz uma boa reflexão...

"Feliz do filho que é pai de seu pai antes da morte, e triste do filho que aparece somente no enterro e não se despede um pouco por dia".

Há uma quebra na história familiar onde as idades se acumulam e se sobrepõem e a ordem natural não tem sentido: é quando o filho se torna pai de seu pai. É quando o pai envelhece e começa a trotear como se estivesse dentro de uma névoa. Lento, devagar, impreciso.
É quando aquele pai que segurava com força nossa mão já não tem como se levantar sozinho.
É quando aquele pai, outrora firme e intransponível, enfraquece de vez e demora o dobro da respiração para sair de seu lugar.
É quando aquele pai, que antigamente mandava e ordenava, hoje só suspira, só geme, só procura onde é a porta e onde é a janela - tudo é corredor, tudo é longe.
É quando aquele pai, antes disposto e trabalhador, fracassa ao tirar sua própria roupa e não lembrará de seus remédios.
E nós, como filhos, não faremos outra coisa senão trocar de papel e aceitar que somos responsáveis por aquela vida. Aquela vida que nos gerou depende de nossa vida para morrer em paz.
Todo filho é pai da morte de seu pai. Ou, quem sabe, a velhice do pai e da mãe seja curiosamente nossa última gravidez. Nosso último ensinamento. Fase para devolver os cuidados que nos foram confiados ao longo de décadas, de retribuir o amor com a amizade da escolta. E assim como mudamos a casa para atender nossos bebês, tapando tomadas e colocando cercadinhos, vamos alterar a rotina dos móveis para criar os nossos pais. Uma das primeiras transformações acontece no banheiro. Seremos pais de nossos pais na hora de pôr uma barra no box do chuveiro. A barra é emblemática. A barra é simbólica. A barra é inaugurar um cotovelo das águas.
Porque o chuveiro, simples e refrescante, agora é um temporal para os pés idosos de nossos protetores. Não podemos abandoná-los em nenhum momento, inventaremos nossos braços nas paredes. A casa de quem cuida dos pais tem braços dos filhos pelas paredes. Nossos braços estarão espalhados, sob a forma de corrimões. pois envelhecer é andar de mãos dadas com os objetos, envelhecer é subir escada mesmo sem degraus. Seremos estranhos em nossa residência. Observaremos cada detalhe com pavor e desconhecimento, com dúvida e preocupação. Seremos arquitetos, decoradores, engenheiros frustrados. Como não previmos que os pais adoecem e precisariam da gente? Nos arrependeremos dos sofás, das estátuas e do acesso caracol, nos arrependeremos de cada obstáculo e tapete.
E feliz do filho que é pai de seu pai antes da morte, e triste do filho que aparece somente no enterro e não se despede um pouco por dia.
Meu amigo José Klein acompanhou o pai até seus derradeiros minutos. No hospital, a enfermeira fazia a manobra da cama para a maca, buscando repor os lençóis, quando Zé gritou de sua cadeira:
- Deixa que eu ajudo.
Reuniu suas forças e pegou pela primeira vez seu pai no colo.
Colocou o rosto de seu pai contra seu peito.
Ajeitou em seus ombros o pai consumido pelo câncer: pequeno, enrugado, frágil, tremendo.
Ficou segurando um bom tempo, um tempo equivalente à sua infância, um tempo equivalente à sua adolescência, um bom tempo, um tempo interminável.
Embalou o pai de um lado para o outro.
Aninhou o pai.
Acalmou o pai.
E apenas dizia, sussurrando:
- Estou aqui, estou aqui, pai!
O que um pai quer apenas ouvir no fim de sua vida é que seu filho está ali.


Fonte: Enviado por e-mail por Dotye Maciel.

quinta-feira, 23 de janeiro de 2014

Estratégia é tudo!!!

Às vezes, grandes problemas precisam de pequenas soluções.

Diz o conto que um senhor vivia sozinho em Minnesota, nos EUA.
Ele queria virar a terra de seu jardim para plantar flores, mas era um trabalho muito pesado.
Seu único filho, que o ajudava nesta tarefa, estava na prisão.
O homem então escreveu a seguinte carta ao filho:
"Querido Filho, estou triste, pois não vou poder plantar meu jardim este ano. Detesto não poder fazê-lo, porque sua mãe sempre adorou flores e esta é a época certa para o plantio.
Mas eu estou velho demais para cavar a terra. Se você estivesse aqui, eu não teria esse problema, mas sei que você não pode me ajudar, pois estás na prisão.
Com amor, Seu Pai".
Pouco depois, o pai recebeu o seguinte telegrama: 
"PELO AMOR DE DEUS, Pai, não escave o jardim! Foi lá que eu escondi os corpos".
Como as correspondências eram monitoradas na prisão, às quatro da manhã do dia seguinte, uma dúzia de agentes do FBI e policiais apareceram e cavaram o jardim inteiro, sem encontrar qualquer corpo. 
Confuso, o velho escreveu uma carta para o filho contando o que acontecera.
Esta foi a resposta:
"Pode plantar seu jardim agora, amado Pai. Isso foi o máximo que eu pude fazer no momento".

  
Fonte: Enviado por minha mãe (Dona Dotye) por e-mail.