domingo, 17 de abril de 2011

Hobby: Fotografar # 02

Pôr-do-sol no Arpoador, com a vista do contorno da Pedra da Gávea, no Rio de Janeiro.

Aos meus amigos


Há domingos em que o jogo do Flamengo demora a começar.
A chuva ameaça a engrossar.
Porém, demora a passar.
O sol teima em não esquentar.

Há domingos em que a inspiração passa ao largo,
Os cabelos rebeldes pela preguiça clamam por afago.
Não surge sequer um peixe brilhante no lago.
Os amigos se vão longe, nenhum ao lado.

A skol não está gelada.
Nem meus livros me dizem nada.
Minhas plantas pela chuva já foram regadas.
E minha criatividade precisa ser oxigenada.

Fujo indolente a buscar na internet,
Fotos de pessoas que me fazem bem,
Palavras, textos, artigos, enquetes...
E as boas lembranças de vocês também.

Angelo Baeta, 17/04/2011

terça-feira, 12 de abril de 2011

E se o Seridó fosse um país?

A ficção fascina o ser humano há centenas de anos. A magia que o cinema exerce em cada um de nós está aí pra não me deixar mentir. Avatar, Guerra nas Estrelas, Alice no País das Maravilhas, O Auto da Compadecida, Harry Potter. Poderíamos citar dezenas de filmes onde a fantasia é o que prende o espectador à telona. A ficção é uma porta para o imaginário, para outra dimensão. Nela tudo é possível, depende de o quão longe possamos sonhar. Nossa região tem inúmeros personagens inusitados com uma cultura única e, de tanto andar por este país de meu Deus, vi coisas que só acontecem por aqui, por isso me arrisco a imaginá-la como uma República Federativa Independente. Passaportes, por favor! Vocês estão chegando a um país chamado Seridó:
A capital seria Caicó. A moeda seria o Currais Novos, muito valorizado em relação ao nosso antigo real. Um Currais Novos valeria três reais velhos.
Altos subsídios proibiriam a importação de colchões para beneficiar a cidade de Jardim de Piranhas, maior produtora de rede da República Federativa do Seridó.
Adelson seria o Ministro da Economia e o acariense Dom Eugênio Sales voltaria à ativa tomando posse como Cardeal primaz do país Seridó.
Teríamos uma das maiores reservas de ferro do mundo localizada em Jucurutu.
Dia 13 de novembro seria feriado para celebrar o nascimento do cantor seridoense Elino Julião, que, segundo alguns, teria inspirado o Filme Tropa de Elite com sua música “O rabo do Jumento”.
O presidente da República Federativa do Seridó sairia de uma disputa acirrada entre Vicentinho de Acari – repatriado após longos anos de exílio em um país chamado São Paulo – e o Magão, defensor perpétuo da cultura carnavalesca seridoense. Qualquer um dos dois que vencesse teria que cumprir a principal promessa de suas campanhas: aumentar o período do carnaval de Caicó para 30 dias.
O Bairro Paraíba em Caicó, batizado assim para homenagear o país vizinho, do qual um dia já fizemos parte, teria seu nome mudado para Bairro Francisco Gomes, justo reconhecimento a F. Gomes, seu morador mais ilustre.
O palácio de governo já estaria pronto. O presidente despacharia no Castelo de Engady, lugar onde receberia as autoridades estrangeiras. Quando fosse a Jardim do Seridó, Serra Negra, São Fernando ou São José, o presidente faria a viagem no lombo de um aero-jegue, animal sagrado no Seridó por já ter servido como transporte oficial de Jesus. As viagens mais longas seriam feitas de moto-táxi, afinal a capital Caicó, uma das pioneiras nesse tipo de serviço, tem cerca de dez mil motocicletas.
Nosso petróleo e sal viriam de trocas com o país amigo Mossoró, famoso em todo mundo por ter botado Lampião para correr. A troca seria feita por telhas e tijolos de primeira qualidade de Parelhas e Cruzeta. Sal, aliás, é elemento que não poderia faltar neste país chamado Seridó. Dele dependeria nossa maior fonte de riqueza: o preparo de carne de sol, da qual seríamos o maior exportador mundial.
Nosso embaixador no Vaticano, monsenhor Tércio, faria gestão junto a vossa Santidade o Papa, para acelerar o processo de canonização do médico Carlindo Dantas, maior milagreiro do Seridó.
A cidade de Currais Novos reabriria suas minas de xelita, mas antes proibiríamos o envio do ferro de Jucurutu à China, país que arruinou nossas exportações de tungstênio colocando produto similar no mercado com um preço absurdamente mais barato.
Depois de inúmeras tentativas de diálogo sem sucesso com o presidente da França, uma investida militar, comandada pelo Exército do Seridó, marcharia rumo a Paris com a incumbência de destruir, com tiros de baladeiras e espingardas soca-soca, aquela copia “peba” do nosso Arco do Triunfo, um caso de plágio escancarado.
Os turistas que viessem para o carnaval ou festa de Sant’Ana na capital do Seridó teriam que adquirir um dicionário do idioma seridoense para entender nosso dialeto, senão ficariam perdidos ao ouvir, por exemplo, um guia turístico gritar na rodoviária Manoel de Neném:
“Olá, ruma de estrangeiros. Se estiverem com fome, tem panelada, filhós e chouriço no mercado público, mas cuidado com um gozo que tem lá dentro. Se ele atacar, rebole rápido uma pedra. Não posso guiar vocês, pois estou com um argueiro no olho. À noite teremos foguetões na Ilha”.
Para os que não são do Seridó, a tradução do texto acima é: “olá, monte de estrangeiros. Se estiverem com fome, tem várias comidas típicas da região no mercado público, mas cuidado com um cão vira-lata que tem lá dentro. Se ele atacar, atire rápido uma pedra. Não poderei guiar vocês, pois estou com um cisco no olho. À noite teremos show pirotécnico no maior espaço para shows da cidade”.
São João do Sabugi, Ipueira, Tenente Laurentino, Carnaúba dos Dantas, Cerro Corá, Lagoa Nova, São Vicente, Florânia, Santana do Seridó, Bodó, Santana do Matos, Equador e Ouro Branco ganhariam um reforço na segurança por ficarem na área de fronteira, para evitar que estrangeiros tentassem tomar nossas inesgotáveis reservas de queijo de manteiga, chouriço, bordados e carne de sol.

Fonte: Valério Caetano

domingo, 10 de abril de 2011

Frases soltas # 02

"Saibamos fazer o milagre de trocar as lágrimas dos que sofrem pelo sorriso da alegria e da gratidão".

Artur Rodrigues

sábado, 9 de abril de 2011

Hobby: Fotografar #01

Vou publicar no blog algumas fotos que gostei de ter tirado.
Essa foi uma foto tirada na casa dos meus amigos Sandrinha e Silvio, em Vargem Grande, no RJ.
Em 2009, quando estive lá, eles disputavam quem mandava na casa....mas hoje....quem manda mesmo é a Clarinha!

Semana cheia

É, meus caros. Sabadão, cervejão e eu aqui...sozinhão e escrevendo minhas pitombas.
Mas beleza, tô meio ausente do blog, mas não o abandonei.
Nessa semana houve muitas coisas para se comentar. Fiquei quase a semana toda em Brasília (de segunda à quinta), participando de uma capacitação pela universidade corporativa do Sebrae.
Foi muito bom e pude rever grandes e novos amigos. José Luiz, meu guru, estava por lá, e tivemos a oportunidade de colocar o papo em dia. Tive o prazer de conhecer um pouco mais do Mestre Vamberto, camarada 100%. Conheci Juliana, meio pão de queijo e meio Peroá. Conheci e revi muitas pessoas. A vantagem dessas capacitações que envolvem todas as unidades da federação é que podemos trocar muitas ideias e aprender muito.
Infelizmente Brasília não teve só alegrias. Um indivíduo conseguiu espalhar o medo, a tristeza e o inconformismo em quase 100% dos brasileiros. Um jovem de 23 anos com sérios distúrbios mentais e traumas graves, desferiu sua imbecilidade contra a vida de crianças que estavam em sala de aula e desprotegidas em uma civilização que prima pela violência.
Não se falava em outra coisa.
Na quinta-feira foi celebrado com a Presidente Dilma a formalização de 1 milhão de empreendedores individuais em todo o país, mas nem o discurso da Presidente pode ser pleno e tampouco festivo. Nos corações de todos só havia mágoa pelo que esse jovem fez às outras crianças e a si próprio.
Até onde ou até quando viveremos sob armas? Porque elas não são proibidas? Porque as armas não são de uso restrito das forças armadas e por elas mesmo fabricadas? Porque temos empresas privadas produzindo armas? Porque? Porques? E mais porques....
São respostas que conhecemos e não concordamos.
Nos resta apenas nos incoformar e buscar soluções pacíficas para a violência diária.
Precisamos educar nossas crianças, dar acesso à cultura, ao respeito e à cidadania.
Mas acima de tudo precisamos reforçar a instituição da família. Se a família desse jovem estivesse mais presente, mesmo ele sendo adotado e órfão de pai e mãe, ele tem irmãos que poderiam dele cuidar.
Quantos tormentos não existiam na cabeça desse jovem para que chegasse a esse ponto?
Realengo está em luto. Luto compartilhado por todos os brasileiros. Minha Mocidade Independente de Padre Miguel está em luto. Justo Realengo, que foi imortalizado nas palavras de Jorge Benjor.
Salve Realengo!

Ivan Lins deixou sua ode aos nossos filhos que foi caprichosamente celebrada com a voz de Elis Regina. Acho que cabe nesse momento de dor e reflexão: