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terça-feira, 5 de março de 2019

Salve o Carnaval! Salve a alegria!

Na antiga política romana do "Pão e Circo", não se falava em política nos espetáculos. Talvez houvesse uma razão nisso, razão que não consideramos mais nos dias atuais.
Bom, na minha humilde opinião, o Carnaval é um momento de alegria e descontração, a política romana na essência, mas de forma consciente. Nos divertimos porque merecemos, por gostarmos, por ser libertador e alegre.
Manifestações políticas, sejam de que bandeira for, deveriam ficar nos outros dias do ano, não aqui. A realidade brasileira está parecendo um Facebook doido para virar Orkut. Só se fala e se discute bandeiras e posicionamentos políticos.
Sou à favor de menos bandeiras e bandeiradas e mais engajamento real e propósitos.
Menos "mimimi" e mais "bóra fazer". 
O bom seria discutir, em uma boa mesa de bar, as inovações dos sambas e baterias. Que bacana ver minha Mocidade introduzir o ritmo gostoso do Timbau em suas paradinhas a la Mestre André, ou a batida do surdo sem resposta da Mangueira, ou o presente que foi ver um exemplo real de empoderamento feminino com a Mestre Thaís Rodrigues, a primeira mulher Mestre de Bateria de Escola de Samba na Feitiço do Rio, que desfilará dia 09 de março pelo Grupo E. Thaís é cria da Rocinha, meu amigo e Mestre Zezinho (Zé Luiz) deve estar contente lá no alto da serra.
Que show ver a Portela homenagear o canto do sabiá de Clara Nunes, a religiosidade dos Orixás no Salgueiro, a elegância do Mestre Casagrande no comando da Bateria da Unidos da Tijuca e tantas outras coisas boas que aconteceram nesse Carnaval.
Ontem, em um bloco de rua em Ponta Negra, aqui em Natal - RN, comentei com Vivi a minha alegria de ver crianças sambando e dizendo no pé. Enquanto isso existir a esperança não estará perdida. A esperança de Charles Chaplin, retratado na minha Mocidade, e quem acreditava na beleza das coisas.
Que nesses poucos dias sejamos mais samba, mais amigos e muito mais amor!
Namastê!!! 



 

segunda-feira, 11 de fevereiro de 2013

Desde que o samba é samba...

Eu amo o Carnaval. 
Essa energia dos blocos de rua do meu RJ, a Mocidade Independente de Padre Miguel e o Império Serrano, essa mistura de futebol com samba, descontração e calor humano, banho de mar e água de coco.
Acho que nasci no samba e no meio dessa mística. Nasci embalado ao som do Cacique de Ramos e do Regional Fundo de Quintal.
Infelizmente esse ano estou mais no sapatinho do que imaginava. Meu susto, um infarte extenso que tive dia 14/01, me fez ficar de molho e, quando muito, assitir a alegria pela TV.
Mas faz parte de um recomeço.
Estou cuidando da saúde física, mental e espiritual para voltar 100% em março e nunca mais passar por isso.
No RJ pude ir à praia, mas rápido, sem mergulhar, sem sair da barraca, sem caminhar muito, sem beber, e um monte de outros "sem".... só para tomar um banho de sal grosso de baldinho!!!! rs Valeu assim mesmo.
Estou aproveitando para colocar minha leitura em dia, estou acabando de ler o presente que ganhei de Ivanna e Ralph, o livro "Desde que o Samba é Samba", do Paulo Lins. Muito bacana e com o enredo da região onde a Apoteose se instalou. 
Ano que vem...bom....aí é outra história. Meu RJ saberá me aguardar no Carnaval.
Poderá ser diferente, sem excessos. Excessos só de alegria e de celebração por uma oportunidade de viver plenamente.
O Império fez bonito e pode até subir. A Mocidade, bem, como diria...não curti muito essa mistura com rock. Muitos elementos de samba-rock poderiam ter sido utilizados. Hoje temos os destaques de Marcelo D2, que faz o rap com o samba, mas temos Sambô mandando bem no quesito. E não foram utilizados.
Serguei não é das melhores imagens a serem exploradas pelo rock. Sem contar que nunca teve afinidade com a Escola. Bacana ver sua energia nessa idade, mas creio que merecia mais. O rock nacional é muito rico em bandas dos anos 80 que expressariam muito mais o Carnaval que as Winehouses da vida, que nem sei se é rock.
O saudoso Mestre André deve ter se revirado todo com essa tentativa de inovar na famosa Bateria Nota 10. Mas não ficou de todo ruim. O pandeiro com a guitarra foi original. Tá certo que até aqui nos churrascos Baeta já tivemos esses elementos juntos, não tão bem tocado o pandeiro (e sim a guitarra!), mas já tivemos!
Pelo menos Fernanda está me representando nos blocos! Meu orgulho!
Gabriel, por aqui em Natal, dá seus passos... mas ainda não curte a muvuca tampouco a mundiça! Um dia ele curtirá.
A Unidos da Tijuca, escola da minha filha, representou bem o Borel, mas foi penalizada pelo preciosismo do gênio Paulo Barros em alguns exageros nos carros alegóricos e pelo azar com alguns integrantes.
Hoje tem Mangueira.
Aqui em Natal o Bloco Poetas, Carecas, Bruxas e Lobisomens se consolida à cada ano. Muito bacana. Não pude ir esse ano, mas vi as reportagens e o destaque do meu amigo "Alberto da Meia Noite".
Ficar um Carnaval sem poder sambar, nem em casa, é duro. Mas será recompensado.

Um brinde (de água de coco) ao Carnaval!



quinta-feira, 3 de março de 2011

Arlequins e columbinas


É, meu povo. O Carnaval se aproxima, e com ele todo o arrepio e a energia boa que emana qualquer bom carioca nessa que é a data mais comemorada no Rio de Janeiro.
Infelizmente, nesse ano, vou ficar longe de meus rituais etílicos e descontraídos dos blocos de rua cariocas.
Tenho algumas coisas pra consertar em casa, coisas para ler (ando muito relapso com meu mestrado e vou aproveitar e corrigir um pouco), Gabrielzinho saiu de uma semana bem doente, com garganta inflamada e muita febre, e, pra completar... liso (sem dinheiro). 
Aliado aos fatos, em Natal não há Carnaval... ou, o que se entende por Carnaval aqui é diferente do que tradicionalmente aprecio.
Meu bom e velho samba não tem lugar por aqui. O que, de certa forma até me conforta, pois me aquieto mais por não ir aos blocos.
Será também um momento de descanço e de curtir minha Mocidade ganhar o Carnaval na Apoteose depois de tantos anos de injustiça.
Espero estar no Carnaval do RJ em 2012 para recuperar 2010 e 2011. Podem registrar! rs
Um excelente Carnaval a todos os meus amigos, brinquem com muita responsabilidade e com muitos brindes!
Abraços pra quem é de abraço, beijos pra quem é de beijo e beijos e abraços pros que ficaram na dúvida!